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tealu

Nosso manifesto

Feito para durar uma vida — como o infinito.

O Tealu nasceu de uma inconformidade: famílias de crianças autistas carregam sozinhas uma montanha de informação, e ninguém tinha construído um lugar digno para guardá-la. Este é o que acreditamos.

  1. 01

    O espectro não é uma régua.

    Não existe autismo “leve” ou “grave” como se fosse uma nota. Cada criança é única, e o apoio de que ela precisa muda com o dia, o ambiente e a fase. Tratamos cada história como única — porque ela é.

  2. 02

    Quem cuida também precisa de cuidado.

    Por trás de cada criança existe uma família exausta de anotar tudo em cadernos, prints e memória. O Tealu carrega esse peso por você, para sobrar energia para o que importa.

  3. 03

    Informação organizada vira tranquilidade.

    Quando o histórico está no lugar certo, a consulta começa do ponto certo, a próxima terapeuta não recomeça do zero e você para de brigar com a própria memória.

  4. 04

    A tecnologia serve à família — nunca o contrário.

    A Cora, nossa IA, organiza, resume e conecta pontos. Mas quem decide são você e os profissionais de saúde. A IA nunca substitui médico, terapeuta ou o seu olhar de mãe e pai.

  5. 05

    Respeito começa nas palavras.

    O jeito como falamos sobre autismo molda como o mundo trata quem é autista. Por isso escolhemos cada palavra com cuidado — e explicamos abaixo o porquê.

Por que o infinito

O símbolo importa. Escolhemos o ∞ — nunca o quebra-cabeça.

O infinito é o símbolo abraçado pela própria comunidade autista: representa a diversidade e o potencial sem limites de cada pessoa. Já a peça de quebra-cabeça, por muito tempo associada ao autismo, é rejeitada por grande parte dos autistas adultos — ela sugere que falta “uma peça”, que há algo incompleto a resolver.

Não acreditamos nisso. Ninguém aqui está incompleto. Por isso o infinito está em cada tela do Tealu, e a peça de quebra-cabeça não aparece em lugar nenhum — de propósito.

Como falamos

Nosso guia de linguagem

As palavras constroem — ou reduzem. Este é o vocabulário que usamos no produto, nos artigos e no atendimento. Você é bem-vindo a adotá-lo também.

  • Dizemos pessoa autista, criança autista

    Evitamos portador de autismo

    Autismo não é uma doença que se “porta” ou se carrega — é parte de quem a pessoa é. A comunidade autista prefere a linguagem de identidade.

  • Dizemos é autista, está no espectro

    Evitamos sofre de autismo

    O sofrimento não é inerente ao autismo; vem, muitas vezes, da falta de apoio e de compreensão. Não presumimos dor onde há um jeito diferente de existir.

  • Dizemos precisa de mais (ou menos) apoio

    Evitamos autismo leve / grave, alto / baixo funcionamento

    Rótulos de “nível” achatam a pessoa e mudam conforme o contexto. Falamos de necessidade de apoio, que é concreta e respeitosa.

  • Dizemos neurodivergente, neurodiversidade

    Evitamos normal / anormal

    A variação entre cérebros é natural, como a biodiversidade. Não existe um cérebro “certo” do qual os outros seriam desvios.

  • Dizemos características, traços, jeito de ser

    Evitamos sintomas (fora do contexto clínico)

    “Sintoma” trata a pessoa como quadro a ser tratado. Fora do consultório, falamos de características.

A história da sua família merece um lugar digno.

É isso que estamos construindo — e é para sempre que a gente pensa.