Birra ou crise sensorial?
De fora, os dois momentos se parecem — choro alto, corpo tenso. Mas nascem de lugares diferentes: a birra tem um objetivo, a crise sensorial é perda involuntária de autorregulação diante de sobrecarga. Responder a uma como se fosse a outra costuma piorar tudo. Acolhimento e redução de estímulos ajudam na crise; punição, não.
Mapear gatilhos com o diário ABC
O diário ABC registra o Antecedente (o que veio antes), o Comportamento e a Consequência (o que veio depois). Com o tempo, ele revela padrões que a memória não guarda — aquele som, aquela transição, aquela textura. É uma das informações mais úteis para levar às terapias.
Previsibilidade com rotina visual
Saber o que vem a seguir acalma. Uma rotina visual com figuras — acordar, escola, almoço, terapia — reduz a ansiedade das transições, que costumam ser momentos sensíveis. É simples de montar e uma das estratégias mais eficazes.
Termos deste guia
Perguntas frequentes
Como diferenciar birra de crise sensorial?
A birra tem um objetivo e costuma cessar quando a criança consegue o que quer ou percebe que não vai conseguir. A crise sensorial é involuntária, vem de sobrecarga de estímulos e não responde a barganha — ela pede redução de estímulos e acolhimento.
Devo impedir meu filho de balançar as mãos (stimming)?
Não necessariamente. Estereotipias como balançar as mãos costumam ter função — ajudam a se regular e concentrar. O foco é garantir segurança e entender o que a criança comunica, não reprimir.
Organize a jornada do seu filho em um só lugar
Diário, rotina, exames e relatórios — para cada consulta começar do ponto certo.


